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Iniciou germinação da soja no Rio Grande do Sul
03 de novembro de 2018 às 09:42
Iniciou germinação da soja no Rio Grande do Sul
(Foto: Reprodução | Emater)

O plantio da soja foi intensificado na maioria das regiões e atinge 10% da área projetada para esta safra. As lavouras semeadas apresentam boa germinação, emergência e ótimo estande de plantas. Somente nas áreas com maior umidade, evoluiu pouco, como no Médio Alto Uruguai. Já nas regiões do Alto Jacuí, Celeiro e no Noroeste Colonial, as áreas utilizadas com pastagens para os bovinos de leite, que apresentam menor resíduo de culturas e solo mais denso, possibilitaram o avanço da semeadura. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (01/11), ainda é significativo o movimento por parte dos sojicultores para aquisição dos insumos, mas a partir desta semana começa a reduzir a procura em relação à elaboração de projetos de crédito para custeio.

No milho, a semeadura do primeiro plantio já está encerrada nas regiões do Planalto Médio e Alto Uruguai. Nas demais regiões produtoras, a implantação avança e atinge no Estado 68% da área prevista para esta safra. As lavouras do cedo se encontram em desenvolvimento vegetativo (60%), com seis folhas abertas, receptivas à adubação nitrogenada e iniciando a floração (6%). O padrão das lavouras é muito bom, favorecido pelos dias ensolarados, temperaturas altas durante a tarde e amenas à noite, e livre de pragas e doenças. Lavouras com uniformidade de crescimento. Os produtores beneficiados com sementes do Programa Troca-troca estão sendo visitados para repasse de orientações sobre a cultura.

Mesmo com o avanço da semeadura do arroz no Estado, que já atinge 64% da área prevista para esta safra, em algumas zonas da Fronteira Oeste e Campanha ocorre um pequeno atraso, em decorrência do inverno chuvoso, mas a expectativa é de conclusão do plantio das lavouras até o final da próxima semana. Nas demais áreas, o plantio deve ocorrer até o final de novembro. As barragens apresentam volumes elevados, que devem garantir a irrigação para o período necessário à cultura.
 
Segue a colheita das culturas de inverno, como do trigo, que já atinge 48% da área, restando apenas o Planalto Médio e o Alto da Serra do Botucaraí para iniciá-la. Atualmente, 41% das lavouras estão maduras e por colher, 10% em enchimento de grãos e 1% em floração. Os primeiros rendimentos estão variados, conforme os danos provocados pelos eventos climáticos. A forte incidência de doenças fúngicas, como giberela, septória e brusone, está levando à redução da produtividade e à perda de qualidade do produto. Tal fato está determinando que os triticultores recorram ao Proagro em parte das operações financeiras. A qualidade do produto colhido varia entre 76 e 78 de pH, (abaixo de 78 inviabiliza o aproveitamento para a industrialização), e a avaliação qualitativa dos grãos apresenta baixa força de glúten (W).
 
CRIAÇÕES
Bovinocultura de corte - No sistema de produção baseado em pastagem natural, o período de calor, luz e umidade tem levado alguns animais mais fragilizados a apresentarem quadro de tristeza parasitária, devido à baixa imunidade e ao aumento da carga parasitária que se desenvolve de forma acentuada nessas condições. Praticamente todo o gado já foi retirado das pastagens de inverno nas áreas destinadas ao cultivo da soja; assim os espaços para a pecuária ficam reduzidos, sendo possível faltar alimentos para o rebanho.
 
Apicultura - Abelhas em intenso período de forrageamento; apicultores colocam melgueiras e fazem desbloqueio de ninho. A expectativa é de uma alta produção nessa safra. Apicultores fazem também a troca de quadros velhos, a fim de possibilitar favos novos para indução de maior postura da rainha. As floradas estão intensas neste período de primavera, provocando aumento de produção das colmeias, principalmente nas que tiveram alimentação suplementar. Devido ao aumento da florada e entrada de pólen na colmeia, rainhas aumentam a postura. Recomenda-se aos apicultores realizar o manejo de “ninho claro” a fim de liberar espaço para a postura da rainha. Observa-se boa entrada de pólen; abelhas operárias chegam ao alvado com as corbículas cheias de pólen.
 

Fonte: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar