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Na Rádio 89 FM: “Quase fake news ela é”, disse Paim sobre a proposta da reforma da previdência
07 de fevereiro de 2019 às 17:35
Na Rádio 89 FM: “Quase fake news ela é”, disse Paim sobre a proposta da reforma da previdência
Paulo Paim ocupa mais uma vez vaga no senado federal (Foto: Reprodução Facebook)

Na quarta-feira, dia 06, participou do Programa Conversa Aberta da Rádio 89,1 FM, o senador Paulo Paim, falando sobre o trabalho que vem desenvolvendo dentro da política já há alguns anos. Desde constituinte, atuou já como deputado federal e senador. Paim relatou que é preciso começar os trabalhos no senado, debater ideias e projetos, que não se pode esperar passar o carnaval para começar as discussões, sobre a eleição do presidente do senado a qual foi bastante tumultuada, que só faltou partir para agressão, o senador falou que fatos discutidos têm que serem democráticos e os resultados das votações precisam ser respeitados.

Questionado sobre a reforma da previdência, Paim disse que a proposta em discussão não passa, “quase fake news ela é” – argumentou Paim. No seu ponto de vista é muito prejudicial ao trabalhador. Paim acredita que uma reforma vai passar, mas não essa, relatando que a previdência não é o problema, é preciso trabalhar em cima da fiscalização, no combate à sonegação, na arrecadação e na Apropriação indébita que é tudo aquilo que muitos retiram do trabalhador e não é repassado para a previdência, gerando um valor anual de 30 bilhões de reais. Tem que acabar com a DRU que retirou um trilhão e meio de reais da seguridade onde está a previdência, cobrar dos grandes devedores que com a CPI que foi instalada, chegou-se aos dados de mais de 475 bilhões de reais só na previdência, com as atualizações chega próximo a um trilhão de reais com a soma dos grandes devedores.

Paim afirma que com a CPI que instalou na primeira proposta da reforma, provou que não existe déficit e sim sonegações, desvios de dinheiro para outros fins e que não é justo o trabalhador sempre pagar pelos prejuízos. Paim ainda relatou que fez uma leitura de um artigo de um cidadão falando que essa proposta interessa o mercado financeiro, para fortalecer o fundo de pensões privado, e deu exemplo que se cada cidadão começar a acreditar que não terá previdência no futuro, as pessoas irão acabar pensando num fundo de previdência privada, sabendo que é uma economia de risco.

Fazendo uma avaliação do seu trabalho, Paim afirma que sempre se dedicou muito em cima das causas, conseguindo aprovar vários projetos no parlamento, citando alguns de muitos como: o estatuto do idoso, fundamental para proteger o envelhecimento, participou das discussões do Estatuto da Criança e Adolescente, é autor do estatuto da juventude, estatuto da pessoa com deficiência, estatuto da igualdade racial, combatendo os preconceitos, a política do salário mínimo e entre outros vários projetos de lei de sua autoria e que agora é hora de ajudar a multiplicar e favorecer que novos quadros participem da política.
Questionado sobre o voto aberto, o senador relatou que desde constituinte foi a favor do voto aberto, citando as emendas 20 e 50 de sua autoria, acabando com o voto secreto em todas as situações no parlamento, sempre abriu seu voto e muitas vezes foi criticado pelas escolhas que fez, “o voto secreto está consagrado no regimento e também na constituição, nós temos que mudar isso, apesar disso vou lá e voto, como manda a constituição em regimento, eu vou lá e abro meu voto” – ponderou Paim.

Nesse novo mandato ocupando uma vaga no Senado federal, Paim lutará para que o trabalhador perca menos nessa reforma da previdência, citando que se caso a votação for maior e seja aprovada, é consequência que a sociedade fez a maioria, mas que ele cumprirá com o seu papel de fazer debates em cima desse tema, além da previdência o que o preocupa muito é o direito dos trabalhadores, que tentará rever parte dos prejuízos causados pela reforma trabalhista, que praticamente retirou os direitos dos trabalhadores, outro fator importante é a dívida do Rio Grande Do Sul, irá se somar aos outros dois senadores do estado nesse aspecto no sentido de que “a renegociação seja justa, pois o Rio Grande já pagou mais do que pagou essa dívida” - ressalta Paim, deixando de lado qualquer disputa partidária e sim em prol do Estado do Rio Grande do Sul, junto com o governador e a própria bancada dos deputados federais fazendo tudo o que for possível.

Outro ponto é a emenda 95 que congelou todos os investimentos, independente de esquerda ou direita é preciso debater, mas não deixando de lado as causas, “como sempre digo, eu defendo causas e não coisas” – declarou Paim. Finalizando Paulo Paim disse que o trabalho continua e é preciso defender o povo brasileiro, da criança ao idoso, melhorar a vida de todos.

 

Por Alcides Machado

Fonte: Grupo Fronteira Missões