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Depoimento de "mãe afetiva" de Bernardo é marcado pela emoção em Três Passos
12 de março de 2019 às 14:50
Depoimento de
Empresária Juçara Petry chegou a chorar enquanto descrevia convivência com menino (TJRS / Reprodução)

 A manhã do segundo dia do julgamento do assassinato de Bernardo Boldrini, de 11 anos, em Três Passos, concentrou-se no depoimento da empresária Juçara Petry. Ela era chamada pelo menino de “mãe” e, em diversos momentos, emocionou-se ao lembrar da convivência com a vítima. A empresária pediu para prestar o depoimento sem a presença dos réus, que precisaram deixar a sala do julgamento. A sessão durou até perto do meio dia, antes de ser suspensa para o almoço.

No início do seu depoimento, ela relatou como era a rotina com o menino Bernardo, em resposta ao questionamento da juíza Sucilene Engler. “Tinha que dar banho nele, cortar unha”, comentou. Disse que, em diversas oportunidades, tentou conversar com Graciele, madrasta do menino, sobre falta de cuidados com que ele se encontrava. “Ele não gostava da Kelly (apelido de Graciele), só que o Boldrini via e não fazia nada”, afirmou a testemunha.

A manhã do segundo dia do julgamento do assassinato de Bernardo Boldrini, de 11 anos, em Três Passos, concentrou-se no depoimento da empresária Juçara Petry. Ela era chamada pelo menino de “mãe” e, em diversos momentos, emocionou-se ao lembrar da convivência com a vítima. A empresária pediu para prestar o depoimento sem a presença dos réus, que precisaram deixar a sala do julgamento. A sessão durou até perto do meio dia, antes de ser suspensa para o almoço.
 
Juçara disse ainda que não imaginou que “ele estava procurando socorro”. O menino buscou o Ministério Público para reclamar da falta de atenção da família. “Ele dizia: ‘eu odeio a minha casa’”, afirmou ela. Também relatou que o menino dizia querer morar com a família de Juçara. “Era muito difícil um final de semana em que ele não ficava lá em casa”.
 
No depoimento ela contou um episódio em que Bernardo ficou na sua casa e se machucou com o aparelho dentário que utilizava e relatou a manifestação da madrasta ao ser informada. “Ele que se vire, que estoure essa boca dele”, teria dito Graciele. Já o pai, Leandro Boldrini, conforme Juçara, não atendia o telefone. Em outras oportunidades, ela relatou que o pai não se preocupava com onde o filho estava. Inclusive, ele chegou a ficar dez dias em sua casa.
 
Na sua fala, a empresária também disse que ela e o marido, Carlos, incentivavam a aproximação de Bernardo com o pai. Testemunha relata que ela e o marido ajudavam Bernardo a fazer os temas da escola. Segundo ela, um dia o menino disse que errou a tabuada de propósito para continuar a ser ajudado. Ao comentar esse caso, Juçara começou a chorar. “O Bernardo era uma pessoa franzina, meiga, honesta, porque se tu dava R$ 5 para ele comprar um lanche, ele comprava e trazia o troco”, descreveu Juçara.
 
Pela manhã, a testemunha foi questionada ainda pelo promotor Bruno Benamente, encarregado da acusação, e pelos advogados de Defesa, Rodrigo Grecellé Vares e Ezequiel Vetoretti (ambos de Leandro Boldrini ), Vanderlei Pompeo de Mattos (de Graciele Ugulini) e Jean Severo e Gustavo Nagelstein (de Edelvânia Wirganovicz). A defesa de Evandro Wirganovicz não quis fazer perguntas à testemunha.
 

Fonte: Correio do Povo