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Visitas do Projeto de Recuperação de Biomas estão sendo realizadas em Santo Antônio das Missões
13 de março de 2019 às 17:02
Visitas do Projeto de Recuperação de Biomas estão sendo realizadas em Santo Antônio das Missões
(Foto: Alcides Machado)

Em entrevista ao programa Notícias 89, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santo Antônio das Missões e Garruchos, Agnaldo Barcelos, e a responsável técnica de execução do projeto Recuperação de Biomas Pampa e Mata Atlântica, Danila Pavelacki, falaram sobre o início das visitas às propriedades envolvidas.

Agnaldo explicou que o projeto foi elaborado pela Fetag e este estará sendo implantado no Bioma Mata Atlântica com replantio de mudas e na região, no Bioma Pampa, com recuperação do campo nativo, ou seja, esse projeto consiste em o agricultor selecionado disponibilizar o total de cinco hectares da sua propriedade para preservação, realizar a análise, preparação do solo e a conservação da espécie nativa, e em contra partida, eles receberão o valor de R$ 4.000,00 para investimentos na aquisição de insumos para melhoramento da área, bem como, terão assistência técnica.

Já ocorreu a primeira fase, que foi as inscrições e se tem um grupo de 21 famílias em Santo Antônio e Garruchos e uma família no município de Rolador que receberão o incentivo de recuperação ambiental, e agora iniciou-se as visitas de acompanhamento das propriedades. Danila explica que esta primeira visita tem por objetivo o reconhecimento da propriedade, coleta de solo para análise e a elaboração de um mapa de cada estabelecimento rural.

A técnica comentou que esse mapeamento é necessário para compreender o que se cultiva e a qualidade de vida dos produtores e a partir disso elaborar os relatórios para embasar o projeto, até porque quando se fala de recuperação de meio ambiente se imagina floresta, considerando que é muito forte a questão da mata atlântica, então, quando se recupera alguma área degradada, geralmente, se planta árvores, mas no Bioma Pampa é diferente, porque as plantas nativas são rasteiras, e assim Danila enfatiza que quando se tira o gado crescem as árvores e acabam se perdendo espécies e o mesmo acontece quando não se mantém um manejo, lotação animal, pastoreio e adubação adequada.

Agnaldo frisou que o recurso é oriundo de passivo ambiental, ou seja, muitas empresas que têm multas ou tem recursos que precisam investir em recuperação ambiental e o Sindicato, agricultores e pecuaristas querem que parte deste recurso seja investida na recuperação do Bioma Pampa, para que se tenham melhorias nos campos de propriedades da região e na qualidade de vida e renda das famílias.

Danila comentou que quando ocorre investimento no campo nativo se percebe o retorno, porque na grande maioria das vezes se tem tirado muito do campo sem pensar que é preciso cuidado para mantê-lo, então com esses cuidados de adubação e lotação animal acaba se tendo retorno, até porque são práticas fáceis de serem adotadas e podem ser extrapoladas para outros espaços da propriedade. Ela relatou que nas diversas propriedades visitadas se têm áreas maiores de campo nativo e isso representa muito trabalho, mas que está sendo bem recebida pelas famílias e isso auxilia no desenvolvimento do projeto.

O projeto tem duração de dois anos, e a partir deste primeiro reconhecimento da propriedade ficam aguardando os resultados das análises de solo para depois serem realizadas outras visitas, onde serão discutidas as práticas, ou seja, onde e como será investido o recurso. No final deste ano, ocorre uma terceira visita para ver como está o andamento da recuperação, se foi possível manter a lotação de animais e como o campo está reagindo e depois, em final de 2020, a visita de finalização do projeto, onde sairá os resultados obtidos.

 

Por Jéssica Ourique

Fonte: Grupo Fronteira Missões